Novo ciclo de governação: que prioridades para melhorar a comunicação na saúde?
As eleições legislativas do passado dia 18 de maio iniciaram um novo ciclo político em Portugal. Com o mesmo Governo a tomar posse, as políticas de saúde deverão seguir uma linha de continuidade face às mudanças do ano passado, com foco nas Parceria Público-Privadas, aposta nas Unidades de Saúde Familiar de Modelo C e reforço da Linha SNS24, por exemplo.
Porém, com o arranque de um novo ciclo governativo, volta a colocar-se em cima da mesa a necessidade urgente de transformar e modernizar o sistema de saúde em Portugal. Entre os muitos desafios que o setor enfrenta, há um que permanece estruturalmente subvalorizado: a comunicação entre doentes e unidades de saúde.
A forma como os diferentes intervenientes da cadeia de cuidados — profissionais de saúde, instituições e utentes — comunicam entre si tem impacto direto na qualidade, eficiência e humanização dos serviços prestados. Ao longo dos anos, este tem sido um problema identificado por todas as partes, principalmente pelos doentes, que muitas vezes se dirigem presencialmente às unidades de saúde porque os serviços não conseguem dar uma resposta estruturada por outros canais.
Comunicação: o elo mais fraco no sistema de saúde
Em muitos contextos, os utentes enfrentam dificuldades significativas para contactar as unidades de saúde: linhas telefónicas congestionadas, tempos de espera excessivos, respostas pouco claras ou tardias. Do lado dos profissionais, a sobrecarga administrativa e a falta de ferramentas adequadas dificultam a gestão de contactos, marcações de consultas e esclarecimento de dúvidas.
Mas os problemas não estão limitados ao contacto com doentes. Por exemplo, dentro das instituições, a desarticulação entre departamentos compromete a continuidade e coerência dos cuidados prestados, dificulta a tomada de decisão e, muitas vezes, obriga os profissionais a optar por meios alternativos de contacto para chegar à fala com colegas e doentes.
O impacto é real: estas falhas de comunicação traduzem-se em frustração para os utentes, ineficiência para os profissionais e desperdício de recursos para o sistema. É, por isso, essencial que o novo Governo estabeleça a melhoria da comunicação em saúde como uma prioridade estratégica desde o primeiro dia.
É preciso apostar em tecnologia com propósito
A verdade é que, nos últimos anos, temos assistido a uma aceleração da digitalização na saúde, muito impulsionada pela pandemia. Nesta época, o remoto ganhou espaço na vida das pessoas e, quando possível, as teleconsultas foram parte da solução como medida de saúde pública.
No entanto, nem toda a inovação tecnológica resulta, por si só, em melhorias concretas para os utentes e os profissionais. A implementação de novas ferramentas deve ser orientada por um propósito claro: melhorar a experiência do cidadão, facilitar o trabalho das equipas clínicas e promover uma maior equidade no acesso aos cuidados.
Digitalizar a comunicação com os utentes não pode ser apenas uma forma de automatizar tarefas — deve ser também uma oportunidade para repensar, otimizar e tornar mais humanas todas as interações no sistema de saúde.
A contribuição da Aurora teleQ para um sistema mais eficiente
É precisamente nesta lógica que se enquadra a Aurora teleQ, uma solução que transforma a forma como os serviços de saúde comunicam com os seus utentes, através de ferramentas tecnológicas intuitivas, eficientes e testadas internacionalmente. Atualmente, diversas Unidades Locais de Saúde (ULS) já implementaram este sistema, assim como vários outros países europeus.
A tecnologia da Aurora permite automatizar e gerir de forma inteligente o atendimento telefónico, através de funcionalidades como:
- Agendamento de chamadas de retorno em horários convenientes para os utentes;
- Distribuição automatizada de chamadas por categorias e prioridades;
- Encaminhamento eficaz para os profissionais ou serviços mais adequados;
- Redução drástica do número de chamadas perdidas e dos tempos de espera.
Na prática, isto traduz-se numa comunicação mais organizada, previsível e acessível, que respeita o tempo dos utentes e valoriza o trabalho dos profissionais. A solução Aurora teleQ permite libertar as equipas de tarefas repetitivas, diminuir a pressão nas linhas telefónicas e aumentar a satisfação dos cidadãos.
Além disso, a integração desta solução com os sistemas já existentes nas instituições de saúde é simples e segura, permitindo ganhos de eficiência imediatos sem perturbações operacionais. Não é necessária, por exemplo, a instalação de softwares.
Um investimento com retorno social e económico
Melhorar a comunicação na saúde não é apenas uma medida de gestão — é um investimento com impacto direto na confiança dos doentes, na qualidade dos cuidados e na sustentabilidade financeira do sistema. Quando os utentes conseguem resolver as suas questões de forma célere e eficaz, evitam-se deslocações desnecessárias, reduz-se a afluência aos serviços de urgência e promovem-se cuidados mais adequados e atempados.
Da mesma forma, ao permitir que os profissionais concentrem o seu tempo em tarefas clínicas e não administrativas, melhora-se a qualidade do serviço prestado e contribui-se para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
A Aurora teleQ tem demonstrado, em múltiplos contextos europeus, que a transformação da comunicação é possível e que os resultados são tangíveis: maior satisfação dos utentes, equipas mais organizadas e instituições mais eficientes.
Por isso, com a formação de um novo Governo, renova-se a esperança de ver implementadas reformas estruturais que tenham como foco a qualidade e a humanização dos cuidados. Colocar a comunicação como uma prioridade política e operacional deve ser parte integrante dessa agenda.
Apostar em soluções como a Aurora teleQ é um passo estratégico e necessário para resolver um dos problemas mais antigos e mais críticos do nosso sistema de saúde. Ao fazê-lo, estaremos a responder a uma necessidade operacional e a reafirmar um compromisso com um serviço público de saúde mais acessível, eficiente e centrado nas pessoas.