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A continuidade dos cuidados gera um valor real

A continuidade dos cuidados é um fator-chave para garantir tanto a qualidade como a sustentabilidade dos cuidados de saúde. Existe uma base sólida de investigação que demonstra que as relações de longo prazo entre doentes e profissionais de saúde se traduzem em maior segurança para o doente, melhores resultados clínicos e menor necessidade de cuidados de urgência e internamentos hospitalares. Estes efeitos são especialmente significativos em doentes idosos e em pessoas com doenças crónicas. Além disso, vários estudos internacionais de grande envergadura demonstraram uma associação clara entre a continuidade dos cuidados e uma menor mortalidade.

A continuidade também traz benefícios importantes ao nível do sistema de saúde. Quando as decisões clínicas são tomadas por profissionais que conhecem bem o doente, reduz-se a duplicação desnecessária de tarefas, diminui a carga administrativa e minimiza-se o risco de erros decorrentes do fator humano. Isto permite uma utilização mais eficiente dos recursos, intervenções mais precisas e um melhor ambiente de trabalho para os profissionais de saúde.

Estas conclusões estão em consonância com a tendência internacional para uns cuidados mais centrados na pessoa e baseados na comunidade, em que os serviços de saúde se organizam em torno do doente e as decisões são tomadas o mais próximo possível de cada indivíduo. Neste contexto, os sistemas de apoio desempenham um papel fundamental. Soluções como o teleQ, juntamente com as integrações com outros sistemas clínicos e administrativos, podem contribuir para reforçar a continuidade dos cuidados, ao promover relações de atendimento duradouras, melhorar a compreensão da situação do doente e facilitar uma tomada de decisões mais informada por parte dos profissionais mais próximos dele.

«Como médico, sei o quão crucial é a continuidade dos cuidados para tomar decisões clínicas acertadas. Grande parte do conhecimento que orienta um bom julgamento médico não se encontra no historial clínico, mas sim na relação a longo prazo e na compreensão do contexto do doente. Quando os cuidados de saúde são organizados de forma que as decisões possam ser tomadas junto do doente, reforçam-se a qualidade, a segurança e o critério profissional».

– Gustaf Leijonhufvud, proprietário da Aurora Innovation